Brasília nasceu como uma cidade parque. O predomínio e a presença constante do verde, em generosos espaços públicos e livres, dá aos moradores do Plano Piloto a sensação de viver em um grande parque. Nas quadras do Setor de Habitações Individuais Geminadas Sul – SHIGS (conhecidas como 700 Sul), as casas são separadas por faixas verdes que tem de 15 metros a quase 30 metros de largura. É como se cada conjunto de casas tivesse um jardim coletivo próprio. Porém, na prática o que se vê recorrentemente é que moradores se apropriam de parte da área verde em frente ao seu terreno e ali fazem um jardim particular, plantam árvores, plantas e flores e muitas vezes até cercam a área, como se fosse uma extensão do seu lote, ou como comumente se diz: um puxadinho. Cuidam somente do seu jardim particular. Alguns chegam a ter 50m², ou seja, são maiores do que um apartamento.​​​​​​​
O projeto Puxadinho Verde procura investigar relações entre o público e o privado a partir do exemplo, singelo e ao mesmo tempo complexo, dos jardins das quadras 700 Sul em Brasília. A partir de uma amostra de 15 jardins privados, acaba por ser revelada uma dimensão subjetiva sobre o humano – como se comporta com o que é seu e com o que é de todos - representada pela figura do puxadinho, tão recorrente nas construções brasileiras. Este ato de apropriação privada do espaço público revela também traços da personalidade dos moradores, expressos nos tipos e na disposição das plantas e dos objetos escolhidos para comporem cada puxadinho verde.
Este projeto está relacionado ao projeto Membranas.

Brasilia was born as a park city. The predominance and constant presence of green in generous public and free spaces gives Plan Pilot residents the feeling of living in a large park. In the blocks of the South Detached Dwellings (known as 700 South), the houses are separated by green strips that are 15 meters to almost 30 meters wide. It is as if each set of houses had its own collective garden. However, in practice what is often seen is that residents take part of the green area in front of their plot and make a private garden there, plant trees, plants and flowers and often even surround the area, as if it were an extension of your plot, or as the brazilians commonly say: a “puxadinho”. They only take care of their private garden. Some even have 50m², ie, they are larger than an apartment.
The Puxadinho Verde project seeks to investigate public-private relations from the simple and at the same time complex example of the 700 South gardens in Brasília. From a sample of 15 private gardens, a subjective dimension about the human is revealed - how it behaves with its own and with collective - represented by the figure of the puxadinho, so recurrent in Brazilian constructions. This act of private appropriation of the public space also reveals personality traits of the residents, expressed in the types and arrangement of the plants and objects chosen to compose each green puxadinho.
This project is related to the Membranas project.
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